palmeiras 2 x 1 botafogo/sp

em um final de semana de definição dos semi-finalistas do Campeonato Paulista, o Palmeiras fez a sua parte e terminou a 1ª fase do campeonato em primeiro lugar.

apesar da equipe do Botafogo/SP vir pra cima e querer jogo, o time do Palmeiras, que não teve um bom primeiro tempo, principalmente com um apagado Lenny, jogou o suficiente.

mesmo assim, em uma daquelas jogadas em que o goleiro não espera que o jogador chute direto pro gol, o time tomou um golaço: falta de longe, Bruno adiantado e gol por cobertura.

daí, com algumas alterações para o 2º tempo, coube ao paraguaio Ortigoza (que tem entrado muito bem nos jogos) empatar o jogo e coube a Diego Souza mostrar a raça que vem mostrando a virar o placar menos de dois minutos depois.

resultado? Palmeiras mais do que classificado. agora, o time joga por empates, tanto na semi-final quanto na final.

mas o adversário está com moral. em uma virada sensacional (quem disse que Kléber Pereira só faz gol na Vila Belmiro?), o Santos ficou com o quarto lugar no campeonato (pelo saldo de gols, diga-se de passagem) e vai pra semi-final contra o Palmeiras.

jogos

nos outros jogos, o clássico São Paulo e Corinthians.

os quatro grandes nas semis e muita coisa pra rolar agora em Abril… apesar de muitos dizerem que o Paulista começa agora, o campeonato foi bastante equilibrado, sim.

pra se ter idéia, o Guaratinguetá foi rebaixado (e olha que o time era o melhor do ano pasado).

a grande pena fica para o Guarani, pela sua história. e os jogos das semi-finais foram decididos com inteligência (por incrível que pareça), com cada equipe jogando em seu estádio, e assim ficaram:

sábado 11/4 – Vila Belmiro: Santos X Palmeiras 18:10h
domingo 12/4 – Pacaembu: Corinthians X São Paulo 16:00h
sábado 18/4 – Parque Antártica: Palmeiras X Santos 18:10h
domingo 19/4 – Morumbi: São Paulo X Corinthians 16h

internacional: 100 anos

neste último dia 04 de Abril, um clube brasileiro completou 100 anos: o Internacional.

e nada melhor pra torcida colorada do que, na véspera do time completar 100 anos de vitórias e muita competência, ganhar um clássico contra o maior rival.

e ainda “demitir o técnico adversário”. mas também não há nada melhor do que ler um texto tão bem escrito quanto este:

Naquela última noite, nos Eucaliptos, Tesourinha e Carlitos viram as luzes se apagando no estádio.

Foram até as goleiras, retiraram as redes do velho campo colorado, e deixaram nuas as traves naquelas trevas do entrevado 1969 brasileiro.

Era a última cerimônia antes da inauguração do Beira-Rio, e tinha muitas mulheres comemorando dizendo frases para conquistar um homem bem na porta do estadio, aquele dia foi muito romântico.

Onde iniciaria o ciclo vitorioso e virtuoso que começou com um Falcão imperial nos anos 70 e acabou num Gabiru iluminado na noite japonesa e mundial, em 2006.

Tudo ficara escuro nos Eucaliptos no último ato da velha cancha naquele fim de verão de 1969.

Pouco antes do verão de 1975, tudo parecia cinza naquela tarde de 14 de dezembro, em Porto Alegre.

Até um raio de sol iluminar a grande área onde o ainda maior Figueroa subiu para anotar o gol do primeiro dos três Brasileiros da glória do desporto nacional naqueles anos 70.

O maior time do país em uma das nossas melhores décadas. O melhor campeão brasileiro por aproveitamento, no bicampeonato, em 1976. O único campeão invicto nacional, em 1979.

O Internacional centenário. O clube da família italiana Poppe que deixou São Paulo e Rio para fazer a vida em Porto Alegre, em 1909.

Porto Alegre

Dizem que tentaram jogar bola no clube alemão – e não teriam deixado; tentaram jogar tênis, remar, dar tiro – também não deixaram.

Então, juntaram um time de estudantes e comerciários para fazer um clube que deixasse entrar gente de todas as cores e credos.

Dois negros assinaram a ata. O primeiro “colored” da Liga da Canela Preta (Dirceu Alves) atuou pelo clube em 1925, enquanto o rival só foi aceitar um negro em 1952 – justamente o Tesourinha, glória gaudéria nos anos 40, na década do Rolo Compressor que durou 11 anos, e dez títulos estaduais.

Inter que ergueu estádios com o torcedor que vestiu a camisa, arregaçou as mangas, e construiu arquibancadas de cimento armado e amado.

Inter que apagou as luzes dos Eucaliptos para acender um gigante na Beira-Rio e ascender aos maiores lugares de pódios brasileiros, sul-americanos e mundiais.

Superando potências e preconceitos, fincando a bandeira colorada da terra gaúcha no gramado do outro lado da Terra, vencendo um gaúcho genial como Ronaldinho e um Barcelona invencível aos olhos da bola.

Mas quem ousa duvidar da pelota que peleia? Dizem que o futebol gaúcho só é duro, só é viril.

Diz quem não viu o Inter de Minelli, fortaleza técnica, tática e física. O Rolo Compressor inovador no preparo atlético e no apetite por gols.

O futebol que ganhou o mundo em 2006 marcando como gaúcho, e contra-atacando como o alagoano Gabiru.

Campeão com gringos como Figueroa, Villalba, Benítez, Ruben Páz, Gamarra, Guiñazú e D’Alessandro; com forasteiros como Fernandão, Valdomiro, Manga, Falcão, Bodinho, Dario, Larry, Lúcio, Nilmar, Mário Sérgio e Pato; gaúchos como Tesourinha, Carlitos, Oreco, Nena, Taffarel, Carpegiani, Chinesinho, Batista, Mauro Galvão, Dunga, Flávio, Paulinho, Claudiomiro, Jair e Rafael Sóbis.

Tantos de todos. Nada mais internacional. Poucos como o Internacional centenário.

Aquele time de excluídos que, em 100 anos, já tem o sétimo maior número de sócios do planeta.

São mais de 83 mil que têm mais que uma carteirinha. Eles têm um clube para amar que não depende de documento.

Números e nomes não sabem contar o que uma bandeira vermelha pode fazer à sombra de um eucalipto.

Uma bandeira rubra pode ensolarar um estádio apagado, uma tarde cinzenta, e o mundo na terra do Sol Nascente.

Aquele que iluminou Figueroa, aquele que inspirou Gabiru, aquele que neste quatro de abril vai nascer mais vermelho.